Arquivo mensal: novembro 2011

Os ídolos de hoje

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No “meu tempo” (e olha que eu não sou tão velha assim), a gente só passava a ter ídolos e paixonites agudas lá pelos 12, 13 anos, que é quando nossa adolescência chegava.

Quando eu tinha meus 08 anos, que é a idade da Gi, praticamente não ouvia música, só as de uma rádio FM que tinha uma tal hora do Roberto Carlos, onde durante uma hora só tocavam músicas dele, o que fez com que eu aprendesse simplesmente todas as suas canções. Ou seja, as músicas que eu sabia de cor e salteado eram “café da manhã”, “Lady Laura”, “Detalhes”, “A guerra dos meninos” e outras. Foi só bem mais tarde que fui ter contato com músicas pra jovens, como Menudo e Dominó.

Mas hoje, como em praticamente todos os aspectos, a coisa anda bem adiantada. A meninada de 08 anos pra cima já tem seus ídolos, pelos quais elas choram, pula, gritam, querem pôsteres e fotos em seus cadernos. Claro que as adolescentes são mais afoitas, mas essa criançadinha também não tem ficado pra trás.

E no momento, o ídolo teen é Justin Bieber. A Giovanna adora as músicas mas não chega a ser dessas que se diz apaixonada. Quer ver o show pela TV, ouvir as músicas e só.

Eu, como sou uma espécie de adolescente véia, adoro desde música de Gilberto Gil e afins, passando por Raul Seixas, Legião Urbana e, pasmem, Beyoncés e Biebers da vida. Sim, curto tudo, até Luan Santana, kkkkk.

Não sei se isso é bom ou ruim, se tais músicas são pobres, como afirmam os críticos, mas o fato é eu querendo ou não, tudo isso cai nos ouvidos da gente de um jeito ou de outros, e eu estar por perto desse mundo me ajuda a ter um canal de diálogo aberto com minha filha. Canto com ela, danço e assisto aos programas que ela gosta na TV.

Mas acho que nosso cérebro tem capacidade pra  aprender, apreender e gostar de todo tipo de canção, e por isso, sigo colocando as músicas que minha filha curte e curtindo junto com ela, não me esquecendo de colocar também as músicas mais clássicas.

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