Arquivo mensal: outubro 2009

Gostos alimentares

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Dizem que o paladar de uma criança é influenciado pelo que a mãe come durante a gravidez, mas tenho que discordar :)
Na gravidez da Giovanna, eu como clássica marinheira de primeira viagem, era bem “obcecada” em me alimentar bem, comer coisas saudáveis, etc. Quando ela era bebê, eu fazia uma compra milimetrada no sacolão, de tanto que me preocupava em haver as porções exatas de carboidratos, verduras, legumes, etc. E Hoje é uma LUTA fazer essa garota comer qualquer tipo de alimento diferente de arroz, feijão, carne, tomate, batata. Se dependesse dela o prato seria esse todo-santo-dia. Eu insisto, até mesmo obrigo, mas ela não gosta da grande maioria das verduras e legumes. Comer sem reclamar, só cenoura, tomate, alface, couve (se estiver bem fresquinha) Acho que é só, rs. O restante ela come “daquele jeito”. Chega a me dizer que está tampando a respiração pra não sentir o gosto, tadinha! Mas infelizmente não posso abrir mão de ao menos tentar, insistir. Pra se ter uma idéia, ela prefere comer o mínimo, ficar com fome, do que comer alguma verdura que não goste! É dureza, minha gente, é triste!

Já na gravidez do Gustavo eu não digo que “relaxei geral”, mas com certeza fui bem menos encanada. E em suas sopinhas tinha, sim, tudo que era necessário, mas o dia que não tinha alguma coisa não era o fim do mundo, rsrs.
Em compensação, hoje o bichinho é uma verdadeira draga. Come praticamente de tudo e não aceita apenas…mandioca! há! Detesta mandioca de todas as formas, inclusive a frita. E também não gosta de batata cozida. Mas come abobrinha (!!), beterraba e muito mais; Aceita experimentar comidas novas e em geral aprova.Fora o tamanho do prato!! O bichinho não engorda de ruim, affff!! Come mooooito!!

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Tá chovendo hambúrguer!

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As crianças ainda não são muito ligadas a filmes. Geralmente, quando passa algum na TV, eles não se prendem; Ficam uns minutinhos e trocam logo pra algum desenho.
Porém, esse filme “Tá chovendo hambúrguer” tem feito maciça propaganda e com um apelo visual forte: alimentos trash voando pra todo lado. Resultado: a Giovanna veio me falar que queria muito assisti-lo.
Coincidentemente eu já pretendia ir com eles ao cinema nesse recesso do dia das crianças, mas me empolguei mais ainda quando ela efetivamente me pediu pra levá-los.
Pois bem, ontem fomos. Eu achei o filme legal, tanto a historinha quanto as imagens, que no final das contas é o que prende a meninada. Eu não sou muito chegada a filmes de animação, mas tiveram alguns momentos deste que me fizeram rir, como por exemplo a parte em que um aquário gigante sai rolando e jorrando água em enormes ondas, a parte em que o casal começa a brincar dentro da gelatina, enfim, tem algumas bobaginhas engraçadas.
As crianças também gostaram muito e riram bastante, o que é fundamental em se tratando dos pequenos.
Eu já os havia levado pra ver Kung Fu Panda (gostei muito) e Madagaskar 2 (detestei), mas nesse eles interagiram mais, claro, até mesmo pela idade maior.
O ideal é ver o “Tá chovendo” em 3D, mas aqui na minha região não tem, e ir longe com tanta sala aqui por perto está fora de cogitação, rsrsrs. mas o importante é eles irem tomando conhecimento do veículo cinema. Acho que aos poucos eles irão tomando gosto!
Bom, agora deixa eu ir encontrar alguma lembrancinha pra dar à “Prô” (nova nomenclatura pra boa e velha Tia) Michele de “Dia do Professor”, que a Gi está me cobrando…Acho que uns bonbonzinhos caem bem, né? ;)

Olimpíadas 2.016

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Eu não sou uma pessoa obcecada com patriotismo. Às vezes até chego a não ser quando sinto vontade de jogar tudo pro alto e me mudar pra, sei lá, Portugal, começar do zero, ter uma vida nova, num lugar novo, mais civilizado, mais bem estruturado, com menos violência; Pra um lugar onde eu possa, no futuro, dormir com a cabeça tranquila no travesseiro sem ter que ficar imaginando milhares de coisas horríveis que possam estar acontecendo aos meus filhos, um lugar com bom nível de educação e saúde de forma acessível, enfim, livre de todas as mazelas que nós, brasileiros, somos obrigados a aturar.
Mas eu sou brasileira. E ponto. Isso não tem como mudar. Nasci aqui, meus filhos também, minha terra é essa. Sendo boa ou ruim, é a minha história.
E é por isso que hoje, ao escutar (ainda por cima ao vivo!) o nome “Rio de Janeiro” como sendo a vencedora pra sede das Olimpíadas 2.016, eu gritei. Gritei muito! Pulei, berrei, chorei, não acreditei, me emocionei.
As crianças levaram um susto ao me ver daquele jeito e começaram a pular junto comigo, e ficaram felizes e rindo, rindo muito por algo que nem sabem ainda o que quer dizer, mas que com certeza fará parte de suas vidas em breve. Me lembro como se fosse hoje da primeira abertura de Olimpíada que assisti – a do ursinho chorando, quem lembra? – e é realmente algo muito marcante.
Tenho plena e total consciência de todos os problemas graves (e são muitos) pelos quais o Brasil passa – sendo a corrupção, pra mim, uma espécie de “mãe” de todos os outros – e o Rio – especificamente em relação ao tráfico de drogas e a violência que advém disso – mas não consigo deixar de ser otimista e imaginar que esse empreendimento será benéfico pro País e poderá inclusive melhorar muita coisa, trazer muitos benefícios, como por exemplo mais patrocínio ao esporte, diminuição das favelas no Rio através da construção de obras esportivas e da vila olímpica, melhoria do transporte, incentivo ao turismo e tantas outras coisas.
Tenho fé e esperança no melhor, e principalmente, muita alegria no coração por ter podido viver esse momento. Espero estar viva quando 2.016 chegar!

“Eu sei que é pra sempre enquanto durar
E eu peço somente o que eu puder dar…”