Crescer dói?

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Gustavo fez 03 anos, e já há um tempinho venho iniciando seu processo de “independência”. Como já disse aqui, não gosto de crianças folgadas e dependentes demais, além do necessário pra idade. Então já o mando vestir suas roupas, calçar seu sapato, colocar seu prato e copo na pia, procurar pelos brinquedos que “somem”, ir atrás do chinelo e mantê-los no pé, guardar tudo o que deixa espalhado no chão, comer sozinho, etc. Até então eu o ajudava em tudo isso, mas não está dando mais, né? Ele já está tendo coordenação suficiente.

E me parece que ele está sentindo como se de certa forma eu estivesse “o abandonando”, e está sendo bem dolorido. Começou meio que regredir em algumas atitudes.  Quando mando-o fazer algo, ele chora muuuuuito, diz que não sabe fazer, que ainda é pequeno, ou que precisa de ajuda, e blá blá blá. Quer que eu faça pra ele de toda forma até coisas que já fazia sozinho há algum tempo. Até ir ao banheiro fazer xixi ele passou a pedir que eu vá com ele e fique lá, só olhando. Me preocupei um pouco.

Aí terça passada foi a reunião da escola, e eu comentei sobre o fato com sua professora, que me afirmou que lá ele não age dessa forma. Cumpre tudo a contento, não reclama de ter que fazer nada nem diz que não consegue. Aliás, pelo contrário: quando algum coleguinha tenta ajudá-lo, ele estufa o peito e diz: “Eu já sei fazer; Já sou grande! Já sou rapaz!”, rsrs. Por fim ela fez um comentário interessante: “Também né Flávia, ele é o caçula! Quer ser paparicado” ou coisa parecida.

Então fiquei pensando nisso, e cheguei à conclusão que de certa forma eu tenho uma parcela de culpa nesse jeitinho dele, claro que interligado à sua personalidade: talvez pelo fato dele ser miudinho, ou por ele falar ainda bastante enrolado, ou até mesmo por ser o caçula, eu sempre costumo chamá-lo de meu bebê, pego-o no colo e fico embalando, como se ele fosse bem pequeninho. Fora que vira e fala: “Mamãe, eu sou bebê!” e eu respondo: “Isso mesmo!”, rsrs. Pior é que na verdade eu o sinto realmente como se fosse o meu bebezinho! rsrs. Ele é mordível demais, não tem jeito! rsrs. As carinhas de burro do Shrek (by Greice) dele dizendo: “Mamãe, se vc não fizer isso pra mim, eu vou ficar triste…” Ou senão “eu não vou mais ser seu amigo…” são impagáveis! Fala sério: é muito difícil pra mim afastar essa sensação tão gostosa.

Mas a vida é assim né? Por mais que a gente (e eles) não queiram, é preciso crescer….Mesmo que doa…

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  1. Flá, adorei o post! Ilustra bem a nossa eterna dicotomia: querer que os filhos cresçam, tornem-se independentes e ao mesmo tempo querer poder pegar no colo, ninar e chamar de bebê para sempre. Acho que o caminho é encontrarmos um meio termo: muito carinho, chamego e cafuné, mas nada de tratar como bebê. Bjs e boa sorte com seu bebê gândi ,como diria o Rodrigo.

  2. Flavia,
    Passo pelo mesmo dilema, como aproveitar até o último minutinho do bebê caçula, sem prejudicar a independencia e o crescimento ?
    Acho que seu coração vai amolecer de vez em quando, alias muitas vezes né, mas vc tá pelo caminho certo, eu acho …
    Beijos e saudades !!

  3. Realmente é impagável quando a gente houve isso de um filho e criá-lo com essa independência é super bom pra eles.
    Como ele está sendo acustumado assim, desde pequeno, pode estar no desequilíbrio entre ser o bebê e o rapaz independente. Como ele é esperto, vai querer ser o bebê. né! Quem não quer o colinho da mamãe e chorar para que ela venha nos atender. Até eu, rs!
    Na escola, como a tia não é a mãezinha dele, ele não term problemas de ser só o rapazzzinho ali.
    Mãe é mãe é nós só trocamos de endereço.
    Beijos em seus corações!

  4. Flavinha, crescer dói muito, né?
    Acho que mais na gente do que neles.
    Até hoje eu sinto falta do colinho de mamãe disponível para mim o dia inteiro, se precisasse (e olha que sou a mais velha!)

    Beijocas

  5. E como dói hein Flá. Eu tenho essa tendência de sempre achar que a Mariana é meu bebezinho, bom, ela ainda é mesmo, mas está crescendo e já me preocupo se não vou superprotegê-la de mais.
    Acho que vc está certa nas suas atitudes, o resultado será sentido a longo prazo e será muito bom pra você ver que atingiu seu objetivo e criou um filho independente e muito feliz.
    beijos,

  6. Flá, sabe que essa parte de independência pra mim é um pouco mais tranquilo. Primeiro porque a Mariana tem uma tendência absurda a querer ser grande, fazer tudo sozinha, etc. Eu acho que eles precisam SABER se virar sozinhos, mas não necessariamente que eles precisam fazer. Deixa eu tentar me explicar que tá confuso, né? rs… Mas eu falo que a Mariana é minha bebê (e ela fica brava), de vez em quando tiro ela enrolada na toalha do banho, ela deita no meu colo e pede a chupeta, e a gente brinca que ela é minha bebê. Gosto de vestí-la quando posso, ela pede pra eu ficar no banheiro segurando a mãozinha dela e eu fico, mas me preocupo que ela saiba fazer tudo isso sozinha. Então, acho que fazer um dengo, se fazer de bebê, não é ruim. Desde que seja num momento de carinho, e não que ele se ache um bebê de verdade. E como vc mesma disse que na escola ele se acha um “homenzinho”, acho que está tudo ok, ele está com independência suficiente pros seus fartos 3 anos, o resto é dengo pra mamãe. Tem mais é que apertar, morder, chamar ele de bebê mesmo… rs.
    aliás, morde ele e avisa que foi a tia Greice que mandou??

    beijos!!

  7. Passei para deixar beijos e abraços!!!
    Deixei um post lá no blog falando de sexualidade infantil.
    Queria muito o seu comentário. Estou super curiosa, já que você tem um menino e uma menina de 5 anos(5 né!).
    Como tem sido esse processo com eles?
    Beijinhos mil

  8. Flávia, obrigada pelo comentário. É complicado, né! Como conduzir essa fase do desenvolvimento???? A gente não sabe se se constrange, finge que não vê, interte, conversa, rs.
    Eu até pensei que com seu menino, isso poderia estar mais latente.

    Nessas horas vejo o quanto está em nossas mãos a responsabilidade de torná-los pessoas sadias e…muita calma nessa hora, rs.
    Beijos mil

  9. Flávia, sabe que eu faço parecido com Tatá? e confesso que apesar de saber tudo isso, eu ainda quero que ele seja meu bebezinho? Tenho que ficar me policiando. E fala sério, com aquela carinha mais fofa do Gu, quem resiste? Eu ia morder e apertar demais, viu? Beijos.

  10. Flá,
    pois é, as crianças de bobas não tem nada né? Eles com quem e como aproveitar.
    Acho que vou ser muito parecida com vc nesse ponto.
    Mas aproveita, bem ou mal ele ainda é seu “bebezinho”. Curte mais um pouco, enquanto dá…pois já já ele cresce “de verdade” e ai sim, vai bater uma saudade danada!
    Bjkas

  11. Ai Flá… Por isso amo vir aqui…
    A Ellen ao contrário dos seus… É dependente… Ela não quer crescer… Sempre diz que é bb… Não sei, ou sei, mas a culpa é minha sim… Não sei se terei mais filhos, e se eu não tiver, vou ficar meio assim de não ter mimado mais… Claro, ela precisa ser independente, aprender a fazer as coisas, mas, pra mim é muito dificil… Minha mãe era mto relaxada, largava demais a gente, e não quero que minha pequena sinta o que senti… talvez esteja errando, mas o que posso fazer???? preciso ser forte!!!
    bjks!!!

  12. Flá, vamos combinar que não tem como não querer apertar esse lindo e chamar de “meu bebê”. Mas aí que eles crescem, e eu acho que às vezes, tanto a gente como eles não queremos que isso aconteça. O que é inevitável.
    Beijos

  13. E não é que tá um rapazinho mesmo! Que lindo, né? Esse lance da independência é super importante, cria gente segura, mas ao mesmo tempo é super difícil. Vi acom calma, vai dar tudo certo.
    Beijos pra todos vcs.

  14. Flávia, acho que só dá pra entender quem tem um filho caçula e fechou a fábrica. A gente sabe que nunca mais vai ter um bebê no colo, é nossa última chance.E quanto mais eles crescem mais medo dá, mais dói.Eu também pego o Jujuba no colo e o chamo de bebê.É inevitável.Complica no Jujuba o fato dele ser canceriano.Caçula e canceriano ninguém aguenta.

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