Arquivo mensal: março 2008

Virose – o retorno

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Já fazia mais de um ano que eu não pisava em um hospital por conta das crianças, graças a Deus. Eles estavam com saúde de ferro!!! E eu feliz da vida, claro.

Mãsss, como nada dura pra sempre,  sábado à tarde a Giovanna começou a reclamar de dor de cabeça, chorando muito. Fiquei bastante preocupada e lhe dei um analgésico. Mesmo assim ela continuou reclamando, até que à noite “golfou” pela primeira vez, e ainda reclamando da dor de cabeça, mas sem febre. Passou a madrugada dormindo mal e acordou vomitando muito, de forma que tive que correr pro PS. Ocorreu o de praxe: consulta, “quadro de virose”,  soro na veia por 04 horas, mais plasil e dipirona.

Nesse período passaram várias crianças pela  sala de observação, a maioria bebezinhos que necessitavam de nebulização, sendo que algumas soro e medicação também. 

Vendo as cenas me vieram à cabeça momentos tão recentes e ao mesmo tempo tão longínquos, que nem pareciam ter ocorrido comigo!! Bebezinhos tão pequeninos e frágeis nos colos de suas mamães, chorando desesperados ao serem “furados” ou ao terem aquela bendita máscara colocada no rosto. Alguns berravam e esperneavam tanto que parecia que iriam perder o fôlego a qualquer momento, e as mães com aquele misto de constrangimento por saberem que todos as estavam observando (é visível nos olhos) e ao mesmo tempo agonia, vontade de xingar, tudo ao mesmo tempo. Fora que após dormirem, os anjinhos não aceitam que a gente os deite no bercinho, vixe! Eles se sentem inseguros, só querem colo.  Aja braço! Uma delas tentava toda hora mas não tinha jeito: o filhinho recomeçava o choreiro imediatamente ao encostar no colchão. Recordei um dia, num PS, eu alucinada pra ir ao banheiro e o Gustavo dava gritos quando eu tentava deixá-lo na cama, rs.

Obviamente sinto muita ansiedade e angústia vendo minha filha prostrada, abatida, com os olhinhos caídos, sendo espetada e choramingando que não quer, que vai doer muito.  Mas é bem mais agoniante e complicado com bebês de colo, não dá pra se comparar.

Por isso a natureza é sábia: traz o esquecimento para que a mãe só se lembre com saudade e alegria da maternidade e volte a aflorar em si  o desejo da maternidade, mesmo que em seu subconsciente. ..

E minha princesinha hoje já amanheceu boa feito côco, felizmente :)

Crescer dói?

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Gustavo fez 03 anos, e já há um tempinho venho iniciando seu processo de “independência”. Como já disse aqui, não gosto de crianças folgadas e dependentes demais, além do necessário pra idade. Então já o mando vestir suas roupas, calçar seu sapato, colocar seu prato e copo na pia, procurar pelos brinquedos que “somem”, ir atrás do chinelo e mantê-los no pé, guardar tudo o que deixa espalhado no chão, comer sozinho, etc. Até então eu o ajudava em tudo isso, mas não está dando mais, né? Ele já está tendo coordenação suficiente.

E me parece que ele está sentindo como se de certa forma eu estivesse “o abandonando”, e está sendo bem dolorido. Começou meio que regredir em algumas atitudes.  Quando mando-o fazer algo, ele chora muuuuuito, diz que não sabe fazer, que ainda é pequeno, ou que precisa de ajuda, e blá blá blá. Quer que eu faça pra ele de toda forma até coisas que já fazia sozinho há algum tempo. Até ir ao banheiro fazer xixi ele passou a pedir que eu vá com ele e fique lá, só olhando. Me preocupei um pouco.

Aí terça passada foi a reunião da escola, e eu comentei sobre o fato com sua professora, que me afirmou que lá ele não age dessa forma. Cumpre tudo a contento, não reclama de ter que fazer nada nem diz que não consegue. Aliás, pelo contrário: quando algum coleguinha tenta ajudá-lo, ele estufa o peito e diz: “Eu já sei fazer; Já sou grande! Já sou rapaz!”, rsrs. Por fim ela fez um comentário interessante: “Também né Flávia, ele é o caçula! Quer ser paparicado” ou coisa parecida.

Então fiquei pensando nisso, e cheguei à conclusão que de certa forma eu tenho uma parcela de culpa nesse jeitinho dele, claro que interligado à sua personalidade: talvez pelo fato dele ser miudinho, ou por ele falar ainda bastante enrolado, ou até mesmo por ser o caçula, eu sempre costumo chamá-lo de meu bebê, pego-o no colo e fico embalando, como se ele fosse bem pequeninho. Fora que vira e fala: “Mamãe, eu sou bebê!” e eu respondo: “Isso mesmo!”, rsrs. Pior é que na verdade eu o sinto realmente como se fosse o meu bebezinho! rsrs. Ele é mordível demais, não tem jeito! rsrs. As carinhas de burro do Shrek (by Greice) dele dizendo: “Mamãe, se vc não fizer isso pra mim, eu vou ficar triste…” Ou senão “eu não vou mais ser seu amigo…” são impagáveis! Fala sério: é muito difícil pra mim afastar essa sensação tão gostosa.

Mas a vida é assim né? Por mais que a gente (e eles) não queiram, é preciso crescer….Mesmo que doa…

Curtinhas

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Minha pituquinha está cada dia mais meiga e criativa, inventando mais e mais “conversas” e brincadeiras junto com o irmão, me perguntando coisas e falando feito uma maritaca. Damos muitas risadas juntas com seus casos!Fora o tanto que tem sido amorosa e beijoqueira. Por outro lado, eu estou bem mais tranquila e tenho tido muito menos ataques de nervos, rs. Fica aquela eterna dúvida: Será que Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? rsrsrs. Já Gutinho permanece por enquanto birrentinho e chorão. Mas como, mesmo estando no auge, está a anos-luz do que era a Giovanna na mesma idade, estou tirando de letra e achando ele um verdadeiro anjo de candura, hohoho.

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Dia desses Giovanna andou travando comigo os seguintes diálogos:

G:Mamãe, eu saí de dentro da sua barriga?

F: Foi, sim.

G: Como que foi?

F: o médico cortou a barriga da mamãe, e tirou você.

G: Hããa..

Dias depois:

G: Mamãe, o médico cortou a barriga com faca pra eu sair? E depois, ele costurou?

F: Foi com uma faquinha especial, bem fina. E depois costurou, sim.

G: Hããa, sei.

Ai ai, viu, sinto que à medida que o tempo for passando as dúvidas irão ficar cada vez mais incisivas. Vixe! 

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Gigi está no 2º período, e tem bastante interesse em tentar ler. Gustavo já gosta de inventar as histórias de acordo com as figuras, e ela tenta de todo jeito interpretar as letrinhas. E não é que já está ligando as sílabas simples, tipo BA, CO, FE, etc?! Não que isso seja exatamente importante, mas de toda forma creio que ela irá aprender a ler rapidamente, sem muitas dificuldades :) Seria legal, né? ;0