Arquivo mensal: novembro 2007

Limites dos outros

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Ultimamente ando meio preocupada quanto ao limite que devo colocar nas pessoas ao chamarem a atenção dos meus filhos, principalmente em relação à minha mãe. 

Por morarmos no mesmo lote, de um jeito ou de outro ela acaba sempre interferindo na educação das crianças, se não quando eles estão na minha casa, ao menos quando estão na dela.

Claro que eles não são santos, muito pelo contrário, eu reconheço isso e quando eles fazem algo errado em qualquer lugar eu os repreendo, e muito. O que tem me irritado bastante é que ninguém, além dos próprios pais, é obrigado a aturar uma criança. Eu, se meus filhos estão me enchendo o saco, sou obrigada a aguentar, mesmo que tomando alguma atitude, seja colocando-os de castigo, ou dando uma bronca. Ela não. Encheu? Pede pra eles irem embora, fecha a porta. 

Às vezes os meninos estão brincando, conversando, numa boa. De repente a avó os chama pra qualquer coisa, só pra eles irem pra lá. Não dá nem 5 minutos e ela já começa a berrar sem parar: pra eles calarem a boca que ela quer ouvir a Tv, ou que quer conversar ao telefone; Que é pra eles pararem de mexer nisso ou naquilo; Que não vai dá-los num-sei-o-quê agora, enfim, não pára de chamar a atenção deles 01 minuto sequer. Tudo bem, eles estão errados. Mas cansa ficar ouvindo-a  criticando-os constantemente. Na minha opinião, o ideal seria ela falar pra eles irem embora e pronto, mas não, ela quer que eles se transformem numa coisa que não há condições na idade em que eles estão: que fiquem sentadinhos, mudinhos, sem mexer em nada (detalhe: esse nada inclui toneladas de brinquedos e bugigangas interessantes espalhadas pelo chão). Quando eu digo que não vai adiantar ela ficar xingando mil vezes, ela responde que eles TÊM que aprender a ficar quietos e calados quando ela mandar, e da 1ª vez!!! Há como isso com duas crianças de menos de 5 anos, juntas???

Outro lance é com minha cunhada. Dia desses eu estava na casa da minha sogra, e a Giovanna comendo um pão, descalça. Daí resolveu calçar a sandália e então colocou o pão em cima de uma mesinha pra fazê-lo. A tal, que sempre foi e é muito da petulante, virou pra Gi e disse:

– Giovanna, e esse pão em cima da mesa?  (naquele tom mega-imperativo que vc já imagina…)

Ela então correu pra pegar, no que eu imediatamente disse:

– Filha, primeiro acabe de calçar sua sandália, depois pegue o pão.

Putz, que atrevimento, viu? Se fosse a filha dela eu jamais diria isso; Acho que só porque ela é tia não tem o direito de vir ditar ordens pra eles, a não ser no caso em que eu não estiver por perto.

Sei lá, talvez eu esteja sendo excessivamente protetora, será? Dando uma de mãe que não quer admitir os erros dos filhos e lhes passam a mão na cabeça? Mas na verdade não é bem assim. Eu sei que eles têm atitudes erradas, sei que incomodam os outros, não me sinto bem com isso e tento evitar. Eu só não quero que as pessoas fiquem chamando a atenção deles sem parar, ou senão lhes ditando ordens, tudo na minha frente. Se há alguém com propriedade pra tal, esse alguém sou eu e meu marido.Ou não???

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Giovanices

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Minha princesa está começando a conhecer as sílabas e encantada. Agora deu pra me perguntar tudo o que está escrito na TV. Me pede pra escrever em letra cursiva, escreve palavras e fica me pedindo pra ler. Sai cada coisa esdrúxula e quando eu leio ela morre de dar gargalhadas. Dia desses fomos escrever o nome “Guilherme” e aí comecei: – Escreve letra G…Agora letra U….E ela: – Ué mãe, ele chama Gulerme? Uia que fofo!! :)

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Frases curiosas:

– Mamãe, eu não quero ter namorado. Eu quero ter marido, igual a você!

Me vendo só de roupa íntima:

– Mamãe, se o papai te ver assim ele vai te matar!

– Por quê?

– Porque homem não pode ver menina sem roupa, ué! Vc tem que sair correndo!

– Mamãe, quando vc e o papai eram namorados, vcs beijavam na boca?

– Mamãe, quando eu crescer, eu não quero ter namorado nem marido. Eu quero ser separada (?????). Quero ficar com você pra sempre. Aí eu vou poder usar toda a sua maquiagem, se vc me emprestar, não é?

Só rindo….

Folgados não!!

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Se há um defeito que eu detesto nas pessoas é a folga. Sabe aquele tipo de gente que adora fazer os outros de empregadinho? Não sou chegada não. E meus filhos então, não aceito que sejam desse jeito, é claro.

A Giovanna até que nesse ponto não me dá muito trabalho. Desde novinha, quando eu mando ela guardar os brinquedos ou carregar suas coisas, não costuma criar muito caso. Já o Gustavo é um preguiçoso: tudo quer que façam por ele, e quando recebe ordens faz aquele teatro, chora e diz até que está com dor de barriga, rsrs. Mas já estou tratanto de cortar suas asinhas.

Dia desses ele tirou as sandálias dentro do carro. Quando chegamos em casa, eu disse a ele pra descer e vir carregando-as. Ele respondeu que eram pesadas e que era pra eu levar, tem base?? Saí largando-o pra trás, coisa que ele tem verdadeiro pavor  (só Deus sabe o por quê). Juro, ele deve ter ficado uns 20 minutos aos berros, imóvel na garagem, me chamando!!! Depois de mooito escândalo de sua parte, consegui vencê-lo, e o bichinho acabou entrando em casa com a bendita sandália e guardou-a na sapateira, até soluçando de tanto chorar. 

Eles sempre querem me fazer carregar tudo: suas merendeiras, mochilas, brinquedos, calçados e tudo o mais. Eu já estou inzemprando, dando a cada um seus pertences e dizendo pra cuidarem de suas coisas (dentro de seus limites físicos, craro, rsrs).

A Giovanna tem o costume de chegar e tirar o uniforme jogando-o em cima da cama e largando. Eu chamo-a de volta e mando dobrar o uniforme e colocar no lugar, mesmo que depois eu tenha que voltar e redobrar, mas faço isso pra ela aprender que cama e chão não são lugares de se deixar as coisas jogadas. Além disso, ensinei que seus acessórios, tais como gominhas, tic-tacs, brincos, têm que ser sempre bem guardadinhos em suas devidas caixinhas pra não sumirem e sempre serem encontrados quando ela precisar.

Quando eles terminam suas refeições, devem colocar seus pratos na pia, além dos copos com os quais bebem sucos e água fora do horário das refeições.

O tal do chinelo é uma luta, rs. Eles vivem tirando do pé, e quando eu vejo já mando calçar, e aí não sabem onde largaram. O Gustavo como sempre faz um dengo: “Mamãaaaae, procura pra miiiiim…”  Então eu digo que “Posso ajudar, mas vc é que tem que procurar”.

E assim vou agindo, tentando do jeito que posso torná-los prestativos e com expediente, pra não se tornarem uns folgados de plantão, rsrs.