O que será do nosso futuro?

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Gigi, apesar de vários progressos em alguns aspectos,  ainda anda me tirando do sério. Tem dito uns ou outros “tá bom” como já comentei antes, mas no entanto tem me respondido mais, à altura, digamos assim. Mesmo que eu sente e explique os motivos pelos quais estou tomando certa atitude, Muitas vezes ela não aceita e continua argumentando. Por exemplo: Sábado pela manhã eu vesti nela uma roupa bem velhinha porque eles iriam brincar no quintal e se sujariam muito. Ela abriu um escândalo dizendo que aquele short era largo e feio demais, que a blusa era laranja e não combinava com o short azul, e blá blá blá.  Eu fiz um discursso, dizendo, resumidamente, que a gente precisa se preocupar com aparência e combinações pra passear, que pra ficar em casa não há necessidade disso, que pra brincar o que importa é o conforto, e etc. Ela escutou tudo, como se estivesse entendendo perfeitamente. Qual o quê…Assim que eu calei a boca ela falou de novo: – Ah, mas essa blusa não combina com esse short. Sacoooooooooooooo

Tem xingado o irmão como se fosse sua mãe, e até outras pessoas mais íntimas. Muitas vezes bate nele, que revida. Seu tom de voz é super alto, e tem hora que dá uns gritos tão agudos que eu juro que meus tímpanos irão estourar, afff..

Sua personalidade é bastante difícil; Trata-se de uma criança autoritária, que quer mandar nos outros, inclusive em mim. Às vezes a chamo uma, duas, na terceira ela me responde com um “já vou” super agressivo.Isso me magoa bastante, principalmente por imaginar que ela irá ter poucos amigos devido a esse temperamento. O curioso é que em tantos momentos ela é tão meiga e simpática, e em outros age dessa forma.

É bastante egoísta, o que me surpreendeu, visto ser praticamente gêmea do irmão e não ter reinado por muito tempo. Quando alguém pega algum brinquedo seu, ela rapidamente diz que é dela, e quer tomar. Eu falo que não tem problema, que a pessoa não vai quebrar nem levar pra si, e nada. A reclamação continua. Tá osso.

Assisti a um programa em que mãe e filha, já adultas, se pegaram tanto dentro de casa que a mãe chegou a ir embora, foi morar com o outro filho. Após ambas darem suas versões, ficou bem claro que o grande problema é que elas são muito parecidas: querem sempre ter razão. A mãe fala, a filha retruca, a outra xinga e há o revide, enfim, uma tristeza. E o pior é que a filha diz que age assim porque a mãe também age. Ora, mas que mundo é esse então? Sinceramente, não sei como agir! Será que não posso me exaltar com meus filhos?Eles irão invariavelmente me copiar? Como assim? Será que eu preciso tratá-los com melindres, da mesma forma que trato desconhecidos? Não há a questão de que eu sou a mãe? E a hierarquia? Pelo que me lembro meus pais me chamavam  a atenção inclusive com palavras duras muitas vezes e nem por isso eu podia ( e ainda não posso) lhes responder no mesmo tom…Estou muito intrigada com isso; Gostaria de opiniões, rsrsrs. Aliás, preciso!

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  1. Flávia, isso é tão complicado, que eu nem sei o que dizer…Ao mesmo tempo em que hoje, nesse mundo já não cabe mais tanta hierarquia, como a gente define os papéis né? Acho que não tem receita, são os princípios da gente que vão norteando a relação e acabam desenhando uma convivência sadia. Acho que o melhor é que a gente procure se centrar, pois alguém centrado já é um referencial enorme pros filhos. Agora o difícil é conseguir ser centrado né? Haja terapia, meditação e reflexão rsrsrs…

    Xiiiiiii, acho que acabei viajando, mas esse seu post me suscitou reflexões. E não teria como escrever, acho que eu me sairia melhor falando. De toda forma, sensata eu sei que vc é e com o tempo as coisas vão se ajustar. Como em tudo nessa vida acho que o importante é manter a calma e se encher de muita, muita paciência…Beijos.

  2. Flavia, não creio que seja um problema da Gi não.A Valon é assim também e o que eu percebo é que o que mais a irrita é quando eu ajo como minha mãe.Ela também é agressiva e “repondona”.Não consigo ter paciência e manter a calma ,viu Nalu?

  3. Ai Flávia, que situação difícil, não sei muito como te ajudar. Mas posso te dizer que minha mãe e minha irmã são exatamente iguais e elas sempre bateram de frente, mas uma sempre respeitou a outra, então na adolescência elas viviam em pé de guerra, mas o lado amorosa da minha irmã (que a Gigi tb tem) falava mais alto e logo ela vinha pedir desculpas e elas faziam as pazes e eu posso te dizer que passa, hoje minha irmã e minha mãe se dão super bem, não brigam mais e uma ama demais a outra. Então querida não fique assim angustiada, o tempo muda tudo, até o jeito das pessoas. Não acho que a Gigi terá poucos amigos, pelo contrário, ela terá muitos tenho certeza, minha irmã vivia rodeada de amigos, muito mais que eu que sou totalmente diferente dela e nunca bato de frente com ninguém.
    Fica tranquila. Um beijo p/ vcs.

  4. Ai, Flávia, que situação, héin…
    INfelizmente ainda não posso te ajudar, mas pelo temperamenteo que a Ciça já apresenta aos 11 meses, vejo que ela não vai ser muito mansinha, não. Quero saber da continuação do causo, tá?

    Beijos e boa sorte

  5. Flá: não tem jeito. Preferimos o diálogo, como você mesmo mostra no exemplo que citou. Então temos de aprender a lidar com a contra-argumentação. Na época dos nossos pais não havia o diálogo. Então não tinha contra-argumentação do nosso lado…
    E aí nos deparamos com crianças argutas e inteligentes e fez-se o circo!
    O único conselho que te dou é: seja consistente e firme nas suas posturas. Não sei ainda se isso dá certo (êita conselho meia-boca, hein?), mas é o que venho tentando. Confesso que está um pouco mais fácil lidar com a Luluca hoje, aos 6, mas ainda há cenas, gritos, choros e argumentações sem fim. Isso quando ela não ignora o meu não e vai tentar ver se com o pai cola (que às vezes nem sabe o que está rolando e acaba decidindo de forma distinta da minha)…
    Então, paciência, paciência e paciência…
    Bjs

  6. Definitavamente, ser mãe é otimo, mas não é padecer no paraíso não… A Dê, minha ídola da coerência, já disse tudo: as crianças de hoje além de serem mais inteligentes desde o útero têm uma liberdade que não era permitida para as crianças da nossa geração. Eu também perco a paciência, mas o diálogo e a paciência são o caminho – embora nem sempre florido, nem fácil.
    Bj grande!

  7. Olá, Flávia! Não é nada facíl mesmo controlar essas nossas fofuras, que nem sempre são tão fofas assim. Sabe, o meu grande medo é ter um relacionamento conturbado com a minha filha. Ela ainda tem 2 anos e 5 meses, mas isso já me angustia. Esses dias ouvi da boca de uma menina de 13 anos, que queria ir para o carnaval de Salvador com sei lá com quem e a mãe disse que não. Ela então respondeu com toda a autoridade que querendo ou não ela iria. Pensei: Meu Deus! Espero nunca ouvir isso da boca da minha filha. As meninas de 13 anos já se acham moças e independentes, imagina com 18. Ai, não quero nem imaginar.
    Sabe, lá em casa tento ser calma com a Isa, amorosa até demais, mas acho que isso não é o suficiente. Acho que nós mães, temos mesmo é que procurar ajuda, ler bastante e entender o que se passa na cabecinha de nossos pimpolhos. Quando passo por algum problema com a Isa, tento sempre analisar a situação, vê se está acontecendo alguma coisa no ar, que possa estar levando ela a estar de uma determinada forma. Já que você tem dois filhos, tenta perceber se ela acha que vc tem dado mais amor ao Gu, ou se ele tem ganhado mais brinquedos…sabe como é, nós amamos os filhos com o mesmo amor, mas não tem jeito. Um sempre pensa que o outro está acima. Eu já grandinha, me pegava falando, por que o meu irmão tinha mais fotos que eu quando neném. É coisa de doido, mas as crianças usam as armas que tem para nos enlouquecer, querendo dizer algo que não sabem como se expressar.
    Beijos

  8. Ai Flá, fiquei com medo do que me espera rs.
    Amiga, sem brincadeiras, não sei o que te dizer, concordo com tudo que a Dê falou. Mas parece que tem dias que nossa paciência chega o limite, né?! Sinceramente não sei mesmo o que te dizer.
    Boa Sorte! É só uma fase e vai passar.
    Beijos

  9. Xi, sentiu o drama né Flávia? E ainda passo isso com a Luíza, porque ela tb é super parecida comigo – temos pavio curto! Mas, apesar de todo mundo dizer que com a adolescência piora, o que eu vejo é que agora fica mais fácil conversar, porque ela já tem posturas mais adultas e condições de entender melhor o que eu estou falando. Mas isso não significa que nossa relação seja perfeita, até com o irmão de menos de 1 ano, ela briga!
    Paciência, Flávia e não adianta tentar comparar com o nosso tempo de criança, aquilo não existe mais. rs
    Beijos

  10. Oi Flávia,
    Obrigada pela visita e pelo comentário!
    Quanto a Gi acho que a Dê já disse tudo é isso mesmo, paciencia, segurança dos seus atos e firmesa nas decisões!!!
    O difícil é conseguir se controlar ao se ver questinada dessa maneira por um piralho(a)… Eu fico logo danada da vida!E olha que o meu nem tem dois anos ainda e já faz das suas!
    Mas evitar bater de frente é a melhor maneira de contornar os problemas! Vejo meu marido que é mestre nisso, e muitas vezes me salva de situaçoes de conflito com nosso filho usando esse recurso!!!
    bjos

  11. Flávia,
    “êita mulher inteligente que você é”!
    Nestes dois últimos posts você se expressou tão bem!!!
    Apesar da Ana Flávia ainda estar pequetita , também já tive essa dúvida.Mas também acho que usar melindres com os filhos é o fim da picada!Então acho q vc está no caminho certo!
    Boa Sorte,
    De Bh

  12. Flávia, para quem não aparecia mais estou super metida, não é mesmo? Eu tenho o mesmo problema que tu e a minha postura é a seguinte: dou a maior força para a Gabriela se expressar e argumentar contra as minhas determinações mas quem dá a última palavra sou eu; agora, se ela conseguir conversar com serenidade, sem gritos, choro ou voz alterada e me der um bom argumento, aí eu mudo de idéia. Parece mentira mas às vezes ela consegue argumentar com a maior calma e aí eu acabo tendo que voltar atrás.
    Beijocas.

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