Arquivo mensal: agosto 2007

Desafio

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A Klaudia, a Isabella e a Carol me desafiaram a falar sobre 07 coisas do meu cotidiano. Bom, lá vai:

– Me chamo Flávia por causa de uma personagem da novela Selva de Pedra. Adoro meu nome, apesar de que à medida em que vou envelhecendo fico achando ele meio “juvenil” demais, rsrs. Acho estranho quando me chamam de “Dona Flávia”.Pensando bem, acho estranho me chamarem de dona :(

– Eu aprendi a ler aos 04 anos, ensinada pelo meu pai, e como passava imensa parte do  tempo sozinha (entenda-se com empregada e sem nenhum irmão), lia, lia e lia sem parar; Inclusive várias tias me contam que se lembram da primaiada correndo feito louca na casa da minha avó enquanto eu estava com a cara enfiada numa revistinha em quadrinhos. Adorava Luluzinha e ficava repetindo o bordão “Ora bolas”, hihihi. Aliás até hoje eu tenho essa mania: chego nos lugares e se tiver uma revista, grudo nela e esqueço até do povo, se bobear. Meu pai foi grande incentivador nesse processo: como trabalhava perto da biblioteca pública, tooooda semana vinha com 01 livro pra mim e outro pra ele.

– Sou simplesmente péssima em todo e qualquer tipo de trabalho manual ou atividade física. Teve uma época em que minha mãe me colocou na aula de crochê da igreja porque eu via minha avó fazendo e me interessei… Aff, fiz um dia e nunca mais! Na natação ninguém me queria no time, pois eu era tão mole que prejudicava o desempenho do grupo.

– Sou uma pessoa com pouquíssima vaidade: só uso batom e brinco pra sair, vivo com cabelo preso numa pituquinha e nem unhas faço. Não gosto de ser assim, mas está fora de mim! rsrsrs. Ainda bem que pelo jeito minha filha vai ser totalmente o contrário: puxou a minha mãe, peruésima.

– Profissionalmente falando, como diz uma amiga, eu piorei demais. Antes eu era super animada, trabalhava e estudava desde os 16 anos. Depois que terminei a faculdade passei a trabalhar em dois empregos e saía de casa às 6 e só voltava às 21,mas infelizmente houve um fator que me prejudicou muito: não gostei do curso que concluí (comecei Comunicação Social mas era tão caro que não dei conta), e outra: sempre fui de uma área diferente, e não fiz estágio por achar impossível ficar sem um centavo durante um tempão. Resultado: me ferrei. Agora tenho um emprego medíocre  e o salário tanto quanto. As únicas vantagens são o meio período e a estabilidade de ter sido via concurso, mas pretendo voltar à ativa em outros setores daqui a um tempinho.

– A partir dos 23, 24 anos, comecei a pensar em filhos e casamento, e isso se tornou uma vontade bem forte na minha vida. Ambos os desejos foram realizados. Amo ser mãe e vivo praticamente em função dos meus filhos, apesar de me considerar meio impaciente e precisar de melhorias na função. Já no quesito dona de casa tenho a “leve suspeita” de que não sou nenhuma Brastemp e pior: nada me fará mudar. Detesto limpar, lavar, passar e  cozinha então, odeio! (Posso morrer então, né? hahaha)

– Adoro ver televisão, sou noveleira meeeesmo e de uns tempos pra cá viciei em internet; Hoje ela faz parte da minha vida em todos os sentidos, não me vejo sem. Curioso que nunca gostei de desenho animado, nem quando criança. Mas filmes eu também curto,  pena que há anos não tenho ânimo de pegar um filme na locadora. Vai ser dinheiro jogado fora, porque não se ouve nada nessa casa!!

Agora eu desafio a Érica, a Dany, a Denise, a LêPOA, a Vanessa, a Alessandra, a Káthia e quem mais passar por aqui e se sentir desafiada!!

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Entre tapas e beijos

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Os irmãos brigam muito entre si. Isso é um fato. Aqui em casa tal afirmativa me é confirmada diariamente.

Eles se amam com toda certeza, e em vários momentos dão demonstrações de que sentem falta um do outro. Hoje por exemplo, foi muito fofa a hora em que chegamos na porta da escolinha e o Guto, ao ver a Gi, gritou: – Eeeei Ziovannaaa! Com um brilho nos olhos e grande alegria. Agora mesmo estão os dois “brincando de dormir”, se enfiando debaixo da coberta, fechando os olhos e rachando de rir, cúmplices, amigos. 

Na hora de alguma bronca ou castigo eles se solidarizam, tomam as dores, pedem: “Mamãe, não briga com ele”,  ou: “Tira ela do quarto”!  É uma graça.

Adoram assistir aos DVDs infantis na companhia um do outro e deram pra inventar brincadeiras “radicais”, tais como: pular do encosto do sofá, correr em volta da mesa de vidro, um sentar na cadeira giratória e o outro rodar, enfim, coisas ótemas pra eles se esbagaçarem no chão e arrebentarem a cabeça. Nessas  atividades em que não há nenhum brinquedo ou canetinha pra um querer invariavelmente o que o outro está utilizando, eles se dão super bem, riem muito, felizes da vida. Mas ficam numa farra e num barulho tão grandes que ao mesmo tempo que acho legal, pelo fato de estarem se divertindo juntos, torna-se super cansativo pra mim, pois fico apreensiva o tempo todo com medo de acontecer um desastre e também esgotada, pois barulhada na cabeça caaaaaansa, viu? rsrsrs.

Mas as discussões, geralmente por bens materiais, são constantes. E é por absolutamente qualquer coisa que se possa imaginar: pelo mesmo boneco, mesmo copo, mesmo travesseiro, mesmo giz de cera, mesmo lugar na cama, mesma cadeira, mesma bola, enfim, tuuudooooo!! Querem tomar, se estapeiam, gritam. Enquanto brigam e não há agressão física deixo-os se xingarem à vontade, por mais sacal que seja. Aí de repente já escuto: “Mamãaaae, fulana(o) me bateeeeu…” Lá vou eu fazer acareação, ver se houve sopapo mesmo, chamar pela milionésima vez a atenção do “batedor”… Ai meus sais…

Mas apesar de tudo creio que isso faz parte do desenvolvimento deles, e espero de coração que mesmo com todas as rusgas presentes e futuras eles consigam sempre se entender e se tornem grandes amigos.

Esse povo só pensa em dinheiro…

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No dia da apresentação para os pais na escola das crianças, marídeo não poderia comparecer por causa do serviço. Então, no informe referente à festinha e ao valor do indefectível “presente” que eles entregariam ao papi no dia da comemoração, eu avisei que não iria participar e consequentemente não iria querer o produto.

Como a Gi nunca comenta nada anteriormente acerca dessas apresentações de forma a demonstrar que sabe qual será o dia, e também por não estar ensaiando a partir do momento em que a escola foi avisada, imaginei que tudo passaria batido.Doce ilusão.

Tive duas chateações: a primeira foi que Gigi se entristeceu bastante, porque no dia seguinte à festa seus amiguinhos linguarudos (rsrsrs, brincadeirinha) contaram pra ela :(  E a segunda foi que a Diretora me escreveu um “singelo” bilhete no carnê de pagamento, visto que na mensalidade enviada não estava incluido o valor do bendito: ” E o presente do papai? Como fica?” Meiga ela, né? E na hora em que fui buscar a Gi, lá vem a professora com o danado na mão, dizendo que no dia em que eu informei que não iria participar ele já estava pronto, e como possui foto das crianças não tem como dar pra outro,  e tals. Bom, fiquei com o trambolho, fazer o quê. Mas achei a atitude péssima. Antes de eu dar uma resposta eles não poderiam ter feito!! Que coisa mais ridícula marídeo ficar com um presente que não foi entregue no momento ideal, não foi algo escolhido por mim nem pelas crianças, enfim, não teve nenhum sentido…

Troca de horários

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Desde que as crianças começaram a frequentar a escolinha, o horário da aula era à tarde, sendo que eles iam a partir das 10, que é quando marídeo saía pra trabalhar.

Porém, desde o início dessa semana ele voltou a estudar; Destrancou a faculdade. Então está saindo de casa às 7 da matina. Por isso, resolvi trocar o horário de aula das crianças e de quebra fazer uma coisa meio mirabolante: num dia busco a Giovanna assim que chego, no outro busco o Gustavo. Assim, a cada dia darei uma atenção exclusiva  a cada um durante algumas horas. 

Ainda estamos em fase de testes e são várias mudanças ao mesmo tempo pra eles: vão acordar bem mais cedo, não ficarão com o pai pela manhã, trocarão de professora e de turminha…Espero que se adaptem. Sempre quis estar com eles na parte da tarde mas devido ao fato de que papi simplesmente NÃO CONSEGUE acordar cedo simplesmente pra levá-los e voltar pra casa, pela turma da manhã ser mista (o que me desagrada um pouco porque apesar de serem pouquíssimos alunos, eles são de idades diferentes e os dois irmãos terão que ficar juntos) e também pelo fato de que até pouco tempo atrás eu não sabia dirigir nem tinha carro, o que dificultava muito, não dava.

Um dos meus únicos receios (além da turma mista, que ainda persiste) é eles grudarem feito chicletes na televisão…Eu tenho muita dificuldade em arrancá-los da bendita, rsrsrs. Fora isso estou confiante de que será muito bom. Assim  espero!!

O dia do papai-clone

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O Fernando nunca foi muito ligado nesse lance dos filhos se parecerem ou não conosco. Porém, certo dia, estava na casa de sua mãe quando de repente olhou para uma foto sua aos 2 aninhos e disse:

– Você não acha que o Gustavo se parece comigo nessa foto?

– Demais. Já te disse isso antes; Vc que não reparou.

Aí então pediu à minha sogra pra trazê-la, com o intuito de escanear e mostrar pra Deus e o mundo. Ela, com toda razão, ficou no maior ciúme e recomendou demais, deu até medo, rs. Mas é que a fota é  filha única, eu entendo. Mãe é mãe desde os tempos da pedra lascada, rsrsrs

Todo mundo que viu chegou a duvidar que era ele!  Então, em homenagem ao Dia dos Pais, coloco aqui a foto-clone-do-Gustavo e algumas comparativas. Olha que fofuxo era maridex de pequeno (fala sério, eles se parecem pra caramba, rs):

fernando-crianca-001.jpg

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imagem-105.jpg

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O que será do nosso futuro?

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Gigi, apesar de vários progressos em alguns aspectos,  ainda anda me tirando do sério. Tem dito uns ou outros “tá bom” como já comentei antes, mas no entanto tem me respondido mais, à altura, digamos assim. Mesmo que eu sente e explique os motivos pelos quais estou tomando certa atitude, Muitas vezes ela não aceita e continua argumentando. Por exemplo: Sábado pela manhã eu vesti nela uma roupa bem velhinha porque eles iriam brincar no quintal e se sujariam muito. Ela abriu um escândalo dizendo que aquele short era largo e feio demais, que a blusa era laranja e não combinava com o short azul, e blá blá blá.  Eu fiz um discursso, dizendo, resumidamente, que a gente precisa se preocupar com aparência e combinações pra passear, que pra ficar em casa não há necessidade disso, que pra brincar o que importa é o conforto, e etc. Ela escutou tudo, como se estivesse entendendo perfeitamente. Qual o quê…Assim que eu calei a boca ela falou de novo: – Ah, mas essa blusa não combina com esse short. Sacoooooooooooooo

Tem xingado o irmão como se fosse sua mãe, e até outras pessoas mais íntimas. Muitas vezes bate nele, que revida. Seu tom de voz é super alto, e tem hora que dá uns gritos tão agudos que eu juro que meus tímpanos irão estourar, afff..

Sua personalidade é bastante difícil; Trata-se de uma criança autoritária, que quer mandar nos outros, inclusive em mim. Às vezes a chamo uma, duas, na terceira ela me responde com um “já vou” super agressivo.Isso me magoa bastante, principalmente por imaginar que ela irá ter poucos amigos devido a esse temperamento. O curioso é que em tantos momentos ela é tão meiga e simpática, e em outros age dessa forma.

É bastante egoísta, o que me surpreendeu, visto ser praticamente gêmea do irmão e não ter reinado por muito tempo. Quando alguém pega algum brinquedo seu, ela rapidamente diz que é dela, e quer tomar. Eu falo que não tem problema, que a pessoa não vai quebrar nem levar pra si, e nada. A reclamação continua. Tá osso.

Assisti a um programa em que mãe e filha, já adultas, se pegaram tanto dentro de casa que a mãe chegou a ir embora, foi morar com o outro filho. Após ambas darem suas versões, ficou bem claro que o grande problema é que elas são muito parecidas: querem sempre ter razão. A mãe fala, a filha retruca, a outra xinga e há o revide, enfim, uma tristeza. E o pior é que a filha diz que age assim porque a mãe também age. Ora, mas que mundo é esse então? Sinceramente, não sei como agir! Será que não posso me exaltar com meus filhos?Eles irão invariavelmente me copiar? Como assim? Será que eu preciso tratá-los com melindres, da mesma forma que trato desconhecidos? Não há a questão de que eu sou a mãe? E a hierarquia? Pelo que me lembro meus pais me chamavam  a atenção inclusive com palavras duras muitas vezes e nem por isso eu podia ( e ainda não posso) lhes responder no mesmo tom…Estou muito intrigada com isso; Gostaria de opiniões, rsrsrs. Aliás, preciso!