Semana horrível

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Essa semana que passou era pra ser ótima, mas foi um verdadeiro horror.

Pra resumir bastante a história, passei de segunda a quinta em total desespero, com medo de estar grávida, o que por fim não aconteceu.

O fato é que toda essa situação me trouxe muitas reflexões acerca do que é certo e o que é errado, a maternidade e seus motivos e tudo o mais.

O que mais me incomodou, digamos assim, foram os motivos pelos quais fiquei tão louca quando pensei nessa iminência, sendo que sempre quis ser mãe,e por isso nas vezes em que engravidei fiquei tão feliz. Olhem só meus pensamentos:

– Já passei pela vivência de cuidar de um bebê em toda sua totalidade por duas vezes, e de certa forma ainda estou passando; Não quero mais. Meu instinto materno está perfeitamente regularizado.

– Preciso me desdobrar pra dar atenção suficiente a meus dois filhos, e ainda assim sinto culpa, ora em relação a um, ora a outro. Vindo mais um, será o caos e me sentirei o lixo do lixo, porque amor se multiplica, mas a grande verdade é que as atenções se dividem.

– Já tenho 02 filhos lindos e saudáveis. E se acontecer de com o próximo ser diferente?

– Apesar de infelizmente não fazer parte dos 1% da população brasileira que pode se considerar rica, com toda certeza meus filhos nunca passarão necessidades básicas, tais como alimentação, vestuário, moradia. Mas eu sou um ser humano, e como tal, tenho vontades: de passear, de me divertir, de dar coisas supérfluas (ou nem tanto) a meus filhos, como passeios em parques, shoppings, colocá-los em uma escola, se não ótima, ao menos boa, num inglês, num esporte e tudo o mais. Hoje temos uma vida mediana, bem mediana mesmo.Porém, sendo um a mais, tudo se restringirá e será mais medíocre.

–  Já passei pela situação de ter marido desempregado e eu  com um emprego estável mas bastante “fraco” em termos salariais – não é das melhores…E olha que eu só tinha a Giovanna, ainda bebê.

– Me considero uma boa mãe, mas decididamente não sou estilo comercial de margarina: apesar de lhes dar carinho, sou muito impaciente, me irrito bastante, não aceito birras com facilidade e acabo exagerando na punição muitas vezes. Uma pessoa assim não é a ideal pra ter uma penca de filhos, rsrsrs.

– Já escutei tantas vezes frases ótimas do tipo: “Quem embalou Mateus que balance”, ou então, quando levo apenas um filho a algum lugar porque é difícil levar os dois: “Ah, vc é mãe, tem que levar todos os seus filhos”. Seriam mais alguns anos precisando depender dos outros vez ou outra e tendo que engolir esses desaforos.

Eu pensava em tudo isso e mais um pouco, e ao mesmo tempo me sentia mal por estar pensando. Acontece que não estava em mim!Felizmente tudo acabou bem, mas foi um baque fortíssimo, e tive uma lição que obviamente eu já sabia, mas nada como passar por uma situação na pele:  cada caso é um caso, mas o ideal é que um filho venha com planejamento, responsabilidade, e o mais importante de tudo: por vontade.”

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  1. Que bom que acabou tudo bem Flávia, eu estava preocupada com você. E vc tem toda razão, filho é mesmo a coisa mais maravilhosa do mundo, mas se não vir de repente, sem planejar e sem vontade pode bagunçar bastante nossa vida.
    Beijos

  2. Eu passei pela mesmas coisas que você, há um mês atrás (o meu seria o segungo) os medos são praticamente os mesmos. E também acho que ser mãe é maravilhoso, mas temos que estar preparadas, no final tudo se resolve, mas o baque deixa a gente perdida. Felizmente, tudo se resolveu da maneira que tinha que ser. Agora é prestar mais atenção e evitar sustos.

  3. Flá, achei todas as suas reflexões racionais e plausíveis. Seria estranho se você não pensasse assim, né? Você tem dois filhos bem pequenos e que. como todos os filhos, dão muito trabalho. É claro que é uma delícia e tals, mas como você bem disse quando são planejados. Eu fiquei bem preocupada e torcendo muito para que você não estivesse grávida, com pensamentos bem parecidos aos seus, viu? Então, relaxa, bola para frente e tente nunca mais passar por isso. Bjs mil

  4. Flavia, concordo que filho tem que ser com planejamento , sem duvida!
    E sempre que penso em um segundo por pensar em algumas das situações que vc listou aqui, claro que se vier a gente da um jeito, mas eu sou perfeccionista e nao me permito fazer nada pela metade!
    Enfim que bom que tudo passou que serviu para vc refletir, Mas vc é uma otima mãe pode ter certeza, ao seu jeito como cada uma de nós, para isso não existe modelo não!
    Bjs e não suma mais please !

  5. Flavia, só a gente sabe onde o sapato aperta. O povo tem sempre um milhão de comentários pra fazer sobre a vida da gente, mas no fim quem aguenta é a mãe, quem sabe é a mãe. Acho que vc tá certa em não querer mais um, por todas as razões acima. Se vc tem tantas razões para não querer, se parou pra pensar e chegou a tantas conclusões, é pq é a decisão certa.
    E nem sempre a decisão certa é a mais fácil, né?
    Um abraço e boa semana!

  6. Flávia, acho q vc está tão certa sobre o medo de ter o terceiro filho que eu decidi ligar as trompas agora depois que o baby (já o segundo) nascer. Tenho um colega que chama os filhos de rapadurinhas, porque é doce mas não é mole. Acho uma ótima definição. E tem um parágrafo que vc escreveu q eu escreveria idêntico, sem tirar nem por: tb não sou mãe do comercial de margarina.

    Bjim

  7. Flávia, tudo a ver o que vc disse, Filho é bom demais, e planejado, esperado, e etc já não é fácil, sem planejar então é mais complicado…Eu tb não sou mãe de comercial de margarina, aliás tô pra conhecer uma ainda. Beijos.

  8. Sabe o que tudo isso significa? que você é humana. Ainda bem. Há que se ter s… com gente bege, certinha, politicamente enjoadinha. Parabéns, seu post, além de bem escrito, diz muito do que eu sinto.

  9. Flávia, seu “desespero” é totalmente entendível!! pelamordedeus, não se sinta culpada por ter ficado tão preocupada. Você está certa, se você está feliz com seus dois filhos lindos e perfeitos, tem que dar graças a Deus, não tem que se sentir culpada não!!

    beijos!!

  10. Flávia, até eu estava preocupada. E imagino tudo o qe se passou pela sua cabeça, porque qdo engravidei do Pedro Henrique pensei tudo o que vc descreveu, mas como só tinha a Luíza foi mais tranquilo em termos financeiros, mas o trabalho que dá… nossa! Acho que tinha me esquecido. Tenho uma amiga que diz que se o marido fosse milionário teria uns dez filhos, eu não! Se marido fosse milionário, eu continuava com os meus dois, ou no máximo, adotaria mais um!
    Beijos em vcs três.

  11. Flavia,
    eu entendo e apóio tudo o que você disse.
    Acho que só nós sabemos exatamente até onde podemos ir, como bem disse a Dani.

    Beijos

  12. Flávinha, querida, o Caio não foi planejado. E os sentimentos são inevitáveis, somos humanas. Além do mais, as preocupações na maioria das vezes tem mais a ver com a nossa preocupação com o bem-estar e qualidade de vida que podemos oferecer a eles. Mas tudo teve o desfecho que deveria ter, importante você ter refletido.
    Mas, contrariando minha grande amiga e xará, Claudia Medeiros… se fosse milionária, eu tentaria mais um…
    Bjs!

  13. Flavinha, eu passo por esse inferno de achar que estou gravida todo mês.
    Ninguém aguenta mais ouvir meu desespero e eu também amo ser mãe mas não tenho estrutura emocional nem financeira pra ser mãe de novo.
    Um grande beijo e muitas saudades

  14. Olá, Flávia! Encontrei o seu cantinho através do blog da amiga Fabiana (Melissa). Primeiramente, você tem uma família linda e a forma como escreve é muito gostosa e proveitosa. Sobre o que você escreveu, toda mulher sensata pensaria como você. O susto e o medo de trazer uma nova criança ao mundo, sem até mesmo planejá-la, traz algumas complicações sim e não é nada fácil mesmo. Mas o susto passou. Deixo beijos, agora estou na correria e depois volto para ler o seu blog com mais calma.

  15. Flavinha,

    Concordo com todos sobre o caráter humano (e natural) de suas preocupações. No entanto, minha querida, se o susto passou a lição deve ficar e que bom será se você crescer! Pode ter sido uma prova, imposta até por você mesma no seu inconsciente, pode ter sido o Pai Maior querendo consultar seu coração e saber se poderia contar com você mais uma vez.
    Somos cada um livres – e responsáveis – por nossas escolhas, é assumir deficiências e eficiências e de fato planejar.s
    Só uma coisa não poderemos nos esquecer NUNCA, existe Alguém no comando da grande nau da vida. Ele é Soberano e Justo e por mais que deixemos de ver, tudo sempre acaba bem.
    Minha terceira filha – como você sabe – foi planejada e veio “diferente”. Hoje posso afirmar sem medo nenhum de errar: ela é a resposta de Deus para tudo o que eu mais precisava aprender.
    “O que a lagarta chama de fim do mundo, o mestre chama de borboleta”
    Ainda bem que não aconteceu, mas se tivesse acontecido, você continuaria sendo a EXCELENTE mãe que é, feita sob medida para as necessidades evolutivas dos seus filhos.Beijos e desculpa o testamento,
    Cris (Milena)

  16. Putz Flavia, eu tive muitos desses pensamentos tambem quando levei aquele susto. Depois que a gente tem dois, pensa dez vezes antes de ter o terceiro pq sabe o quanto é dificil e trabalhoso.
    Eu não acho que boa mãe é aquela de comercial de margarina, pq tb não sou, vejo em vc muitas das minhas titudes, acredito que os filhos sabem que a gente os ama apesar dos nossos defeitos.
    Ai, desculpa pelo testamento !
    Beijos

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