Arquivo mensal: julho 2007

Semana horrível

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Essa semana que passou era pra ser ótima, mas foi um verdadeiro horror.

Pra resumir bastante a história, passei de segunda a quinta em total desespero, com medo de estar grávida, o que por fim não aconteceu.

O fato é que toda essa situação me trouxe muitas reflexões acerca do que é certo e o que é errado, a maternidade e seus motivos e tudo o mais.

O que mais me incomodou, digamos assim, foram os motivos pelos quais fiquei tão louca quando pensei nessa iminência, sendo que sempre quis ser mãe,e por isso nas vezes em que engravidei fiquei tão feliz. Olhem só meus pensamentos:

– Já passei pela vivência de cuidar de um bebê em toda sua totalidade por duas vezes, e de certa forma ainda estou passando; Não quero mais. Meu instinto materno está perfeitamente regularizado.

– Preciso me desdobrar pra dar atenção suficiente a meus dois filhos, e ainda assim sinto culpa, ora em relação a um, ora a outro. Vindo mais um, será o caos e me sentirei o lixo do lixo, porque amor se multiplica, mas a grande verdade é que as atenções se dividem.

– Já tenho 02 filhos lindos e saudáveis. E se acontecer de com o próximo ser diferente?

– Apesar de infelizmente não fazer parte dos 1% da população brasileira que pode se considerar rica, com toda certeza meus filhos nunca passarão necessidades básicas, tais como alimentação, vestuário, moradia. Mas eu sou um ser humano, e como tal, tenho vontades: de passear, de me divertir, de dar coisas supérfluas (ou nem tanto) a meus filhos, como passeios em parques, shoppings, colocá-los em uma escola, se não ótima, ao menos boa, num inglês, num esporte e tudo o mais. Hoje temos uma vida mediana, bem mediana mesmo.Porém, sendo um a mais, tudo se restringirá e será mais medíocre.

–  Já passei pela situação de ter marido desempregado e eu  com um emprego estável mas bastante “fraco” em termos salariais – não é das melhores…E olha que eu só tinha a Giovanna, ainda bebê.

– Me considero uma boa mãe, mas decididamente não sou estilo comercial de margarina: apesar de lhes dar carinho, sou muito impaciente, me irrito bastante, não aceito birras com facilidade e acabo exagerando na punição muitas vezes. Uma pessoa assim não é a ideal pra ter uma penca de filhos, rsrsrs.

– Já escutei tantas vezes frases ótimas do tipo: “Quem embalou Mateus que balance”, ou então, quando levo apenas um filho a algum lugar porque é difícil levar os dois: “Ah, vc é mãe, tem que levar todos os seus filhos”. Seriam mais alguns anos precisando depender dos outros vez ou outra e tendo que engolir esses desaforos.

Eu pensava em tudo isso e mais um pouco, e ao mesmo tempo me sentia mal por estar pensando. Acontece que não estava em mim!Felizmente tudo acabou bem, mas foi um baque fortíssimo, e tive uma lição que obviamente eu já sabia, mas nada como passar por uma situação na pele:  cada caso é um caso, mas o ideal é que um filho venha com planejamento, responsabilidade, e o mais importante de tudo: por vontade.”

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Interesse esportivo

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Os jogos pan-americanos 2007 estão acontecendo aqui no Brasil –  Rio de Janeiro – , e estão aparecendo todas as modalidades na TV. Eu fiquei imaginando que as crianças não teriam o mínimo interesse em nada relacionado, mas me enganei redondamente.

Na escola a Giovanna aprendeu a respeito do Pan e do mascote Cauê, e então toda hora que passava alguma propaganda ela já dizia: – Olha lá, mamãe! O pan! – E desde o dia da abertura, por sinal bem bonita, eles estão interessados em assistir a vários esportes, e ai de mim se eu tirar do canal um minuto quando eles estão prestando atenção! Chiam, rsrs.

Mas o que eles mais gostaram foi de assistir a Ginástica Olímpica.O único probleminha foi depois: cismaram de copiar tudo, tentando dar cambalhotas, saltando e tudo o mais, utilizando para isso o sofá…Gustavo fica pondo a cabeça no chão e jogando as pernas pra cima – imitando o judô, hihihi. Giovanna ficava querendo rever a Jade, talvez por tê-la visto chorando quando ela caiu das barras laterais. E depois, quando o Diêgo Hipólito chorou no pódio ela disse: – Ele está chorando de felicidade! Inclusive ela trocou o nome de um bocado de bonecas para Daniele Hipólito, Laís Sousa e Jade, rsrsrs.

Gostei muito de notar o interesse deles! Tenho muita vontade de matriculá-los em alguma modalidade esportiva.

Rapidinhas

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Gustavo definitivamente se esqueceu do bico. Ele acredita piamente na versão contada…Impressionante a cabecinha  das crianças!! Que pureza.

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Ontem estivemos em um almoço, e lá estava um bebê de 07 meses. Zente, nem eu acredito que já tive dois!!! É moooita canseira!! O menino não parava quieto, parecia que queria voar do braço de todo mundo. Fora o fazer dormir, fazer papinha, dar na boca….Como dizem, contornei!!!!

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Giovanna milagrosamente começou a dizer a frase “Tá bom”. Tudo bem que não é sempre e ainda por cima ela faz um megamuxoxo pra completar, mas só quem tem filhos teimosos consegue entender a dimensão disso, rsrsrs. É uma verdadeira bênção não escutar choro e ranger de dentes a absolutamente todos os seus “não” ou a cada exigência. Uma concordânciazinha (mesmo que a contragosto) de vez em quando é tudibão, rsrsrs.

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Gustavo vendo a galinha machucada: – Tadinha da Cocota! Tem que passar plópolis nela!

A viagem do bico, literalmente

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Semana passada marídeo viajou a negócio pra cidade natal de seus parentes paternos e carregou pai, mãe, sobrinha e filhote. Eu, mothern que sou, fiquei feliz em deixá-lo ir, sair pra um lugar diferente, cheio de meninos da sua idade, com espaço pra muitas brincadeiras ao ar livre. Porém, precisei fazer uma espécie de “ausência mental” e evitar ao máximo pensar no meu totoso, senão desatava a chorar.Freud explica, rsrs.

Chegando lá, o danadinho perguntou por mim um mísero dia e nada mais. Também né, foi super paparicado, carregado no colo praticamente 24 horas e teve todas as vontades satisfeitas, inclusive as de balas, “pililitos” e afins, hehehe.

Não me lembro se já contei a forma que utilizei pra tirar da Giovanna, aos 02 anos e pouco, seu bico: ela viu uma lagartixa na parede e me perguntou pra onde a bichinha estava indo; Respondi que era pra sua casinha. Mais tarde tive um lampejo e disse – Giovanna, a lagartixa carregou seu bico láááá pra casa dela. E durante um tempo ela sempre tocava no assunto, me questionava, mas não pedia mais o bico nem chorava, até que se esqueceu completamente.

O Gustavo tinha super obsessão pelo tal do bico. Mal chegava da escola e já o enfiava na boca; Sempre que estava nervoso ou com sono só queria saber do bendito. Quando estava dormindo, sugava-o com incrível gosto. Daí fiquei com a maior dó de tirar esse alento dele, ao menos por enquanto.

E não é que minha “querida” sogrinha, aproveitando-se da minha ausência, resolveu utilizar do meu próprio expediente (eu havia contado pra ela na época), porém sem me pedir nem comentar nada, pra tirar a chupeta do Guto? Pois é, disse pro menino o mesmo que eu disse pra Gi tempos atrás: que a lagartixa tinha carregado o bico dele. Sua reação foi um pouco diferente: assim que via uma (e na roça tem muitas!) lagartixa, corria dizendo que iria matá-la (?), porque havia carregado o bico dele, rsrsrsrs.

Bom, agora ele não tem pedido mais, e em alguns momentos em que andou estressado marídeo até comentou em voltar com o bico, mas achei melhor não.

Foi ótemo, mesmo porque ele puxou de mim a arcada dentária pra fora, e bico só faz piorar.  Mas que não gostei nadica de nada de fazerem algo com meu filho sem meu consentimento, ah não gostei não. Êita ciúmes, rsrsrs.