Virose – o retorno

Posted On 31 Março, 2008

Arquivado em Uncategorized

Comments Dropped 10 responses

Já fazia mais de um ano que eu não pisava em um hospital por conta das crianças, graças a Deus. Eles estavam com saúde de ferro!!! E eu feliz da vida, claro.

Mãsss, como nada dura pra sempre,  sábado à tarde a Giovanna começou a reclamar de dor de cabeça, chorando muito. Fiquei bastante preocupada e lhe dei um analgésico. Mesmo assim ela continuou reclamando, até que à noite “golfou” pela primeira vez, e ainda reclamando da dor de cabeça, mas sem febre. Passou a madrugada dormindo mal e acordou vomitando muito, de forma que tive que correr pro PS. Ocorreu o de praxe: consulta, “quadro de virose”,  soro na veia por 04 horas, mais plasil e dipirona.

Nesse período passaram várias crianças pela  sala de observação, a maioria bebezinhos que necessitavam de nebulização, sendo que algumas soro e medicação também. 

Vendo as cenas me vieram à cabeça momentos tão recentes e ao mesmo tempo tão longínquos, que nem pareciam ter ocorrido comigo!! Bebezinhos tão pequeninos e frágeis nos colos de suas mamães, chorando desesperados ao serem “furados” ou ao terem aquela bendita máscara colocada no rosto. Alguns berravam e esperneavam tanto que parecia que iriam perder o fôlego a qualquer momento, e as mães com aquele misto de constrangimento por saberem que todos as estavam observando (é visível nos olhos) e ao mesmo tempo agonia, vontade de xingar, tudo ao mesmo tempo. Fora que após dormirem, os anjinhos não aceitam que a gente os deite no bercinho, vixe! Eles se sentem inseguros, só querem colo.  Aja braço! Uma delas tentava toda hora mas não tinha jeito: o filhinho recomeçava o choreiro imediatamente ao encostar no colchão. Recordei um dia, num PS, eu alucinada pra ir ao banheiro e o Gustavo dava gritos quando eu tentava deixá-lo na cama, rs.

Obviamente sinto muita ansiedade e angústia vendo minha filha prostrada, abatida, com os olhinhos caídos, sendo espetada e choramingando que não quer, que vai doer muito.  Mas é bem mais agoniante e complicado com bebês de colo, não dá pra se comparar.

Por isso a natureza é sábia: traz o esquecimento para que a mãe só se lembre com saudade e alegria da maternidade e volte a aflorar em si  o desejo da maternidade, mesmo que em seu subconsciente. ..

E minha princesinha hoje já amanheceu boa feito côco, felizmente :)

Crescer dói?

Posted On 14 Março, 2008

Arquivado em Uncategorized

Comments Dropped 14 responses

Gustavo fez 03 anos, e já há um tempinho venho iniciando seu processo de “independência”. Como já disse aqui, não gosto de crianças folgadas e dependentes demais, além do necessário pra idade. Então já o mando vestir suas roupas, calçar seu sapato, colocar seu prato e copo na pia, procurar pelos brinquedos que “somem”, ir atrás do chinelo e mantê-los no pé, guardar tudo o que deixa espalhado no chão, comer sozinho, etc. Até então eu o ajudava em tudo isso, mas não está dando mais, né? Ele já está tendo coordenação suficiente.

E me parece que ele está sentindo como se de certa forma eu estivesse “o abandonando”, e está sendo bem dolorido. Começou meio que regredir em algumas atitudes.  Quando mando-o fazer algo, ele chora muuuuuito, diz que não sabe fazer, que ainda é pequeno, ou que precisa de ajuda, e blá blá blá. Quer que eu faça pra ele de toda forma até coisas que já fazia sozinho há algum tempo. Até ir ao banheiro fazer xixi ele passou a pedir que eu vá com ele e fique lá, só olhando. Me preocupei um pouco.

Aí terça passada foi a reunião da escola, e eu comentei sobre o fato com sua professora, que me afirmou que lá ele não age dessa forma. Cumpre tudo a contento, não reclama de ter que fazer nada nem diz que não consegue. Aliás, pelo contrário: quando algum coleguinha tenta ajudá-lo, ele estufa o peito e diz: “Eu já sei fazer; Já sou grande! Já sou rapaz!”, rsrs. Por fim ela fez um comentário interessante: “Também né Flávia, ele é o caçula! Quer ser paparicado” ou coisa parecida.

Então fiquei pensando nisso, e cheguei à conclusão que de certa forma eu tenho uma parcela de culpa nesse jeitinho dele, claro que interligado à sua personalidade: talvez pelo fato dele ser miudinho, ou por ele falar ainda bastante enrolado, ou até mesmo por ser o caçula, eu sempre costumo chamá-lo de meu bebê, pego-o no colo e fico embalando, como se ele fosse bem pequeninho. Fora que vira e fala: “Mamãe, eu sou bebê!” e eu respondo: “Isso mesmo!”, rsrs. Pior é que na verdade eu o sinto realmente como se fosse o meu bebezinho! rsrs. Ele é mordível demais, não tem jeito! rsrs. As carinhas de burro do Shrek (by Greice) dele dizendo: “Mamãe, se vc não fizer isso pra mim, eu vou ficar triste…” Ou senão “eu não vou mais ser seu amigo…” são impagáveis! Fala sério: é muito difícil pra mim afastar essa sensação tão gostosa.

Mas a vida é assim né? Por mais que a gente (e eles) não queiram, é preciso crescer….Mesmo que doa…

Curtinhas

Posted On 4 Março, 2008

Arquivado em Uncategorized

Comments Dropped 11 responses

Minha pituquinha está cada dia mais meiga e criativa, inventando mais e mais “conversas” e brincadeiras junto com o irmão, me perguntando coisas e falando feito uma maritaca. Damos muitas risadas juntas com seus casos!Fora o tanto que tem sido amorosa e beijoqueira. Por outro lado, eu estou bem mais tranquila e tenho tido muito menos ataques de nervos, rs. Fica aquela eterna dúvida: Será que Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais? rsrsrs. Já Gutinho permanece por enquanto birrentinho e chorão. Mas como, mesmo estando no auge, está a anos-luz do que era a Giovanna na mesma idade, estou tirando de letra e achando ele um verdadeiro anjo de candura, hohoho.

********

Dia desses Giovanna andou travando comigo os seguintes diálogos:

G:Mamãe, eu saí de dentro da sua barriga?

F: Foi, sim.

G: Como que foi?

F: o médico cortou a barriga da mamãe, e tirou você.

G: Hããa..

Dias depois:

G: Mamãe, o médico cortou a barriga com faca pra eu sair? E depois, ele costurou?

F: Foi com uma faquinha especial, bem fina. E depois costurou, sim.

G: Hããa, sei.

Ai ai, viu, sinto que à medida que o tempo for passando as dúvidas irão ficar cada vez mais incisivas. Vixe! 

******** 

Gigi está no 2º período, e tem bastante interesse em tentar ler. Gustavo já gosta de inventar as histórias de acordo com as figuras, e ela tenta de todo jeito interpretar as letrinhas. E não é que já está ligando as sílabas simples, tipo BA, CO, FE, etc?! Não que isso seja exatamente importante, mas de toda forma creio que ela irá aprender a ler rapidamente, sem muitas dificuldades :) Seria legal, né? ;0